Pouca gente sabe quem foi realmente C. S. Lewis, o famoso autor das "Crônicas de Nárnia", de ateu a ferrenho defensor do cristianismo bíblico, assim como Francis Shaffer, do qual Lewis não foi contemporâneo (Shaeffer veio muito tempo depois). C. S. Lewis de tanto amar a sua nova vida em Cristo se tornou um Apologista Cristão, não se importava com fama, mas se tornou famoso por defender a Cristo, mesmo sendo um intelectual no meio de marxistas e materialistas. Eu goste de dizer que C. S. Lewis foi uma espécie de Walt Disney convertido, ele era criativo no campo das histórias infantis, mas com temática cristã. Lewis escreveu muitos livros de estudos bíblicos, de apologia cristã , e foi o primeiro grande escritor cristão de obras de ficção religiosa, algo muito difícil de fazer, escreveu - "Cartas do Inferno", um grande sucesso editorial na área de ficção espiritual. Mas o mundo o conhece mais por "Crônicas de Nárnia".
Nascimento: 29 de Novembro de 1898
Morte: 22 de Novembro de 1963 (64 anos)
Ocupação: Teólogo, escritor, poeta
Biografia: Sir Clive Staples Lewis CBE, mais conhecido como Clive Hamilton ou C. S. Lewis, foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda, atual Irlanda do Norte. Se destacou pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras.
(fonte: Kdfrase; dicas de frases)
Livro:
Cristianismo Puro e Simples - este é um dos mais importantes livros de C. S. Lewis; Um famoso livro de C. S. Lewis de ficção evangélica. Frases:
Essa canção é uma das mais bonitas das canções messiânicas hebraicas, é a recitação original de Isaías 61: 1 a 3. Nós cantamos em nossa Igreja e apresentamos algumas versões, mas o primeiro vídeo é o original gravado em Israel.
MARXISMO CULTURAL NAS
IGREJAS E AS DUAS “VERDADES”.
Lula, sonhando em nos ferrar com o "marxismo"
Muito
se falou nesse tema desde 2007, mais ou menos, quando já o PT começou a lançar
sua ofensiva marxista com o nome de progressismo, na verdade é uma espécie de neo-socialismo.
Após o fim da Ditadura Militar, houve certo descuido da Igreja brasileira em
detectar o marxismo cultural sendo implantado nas escolas públicas brasileiras
usando-se o método de Gramsci; essa geração esquerdopata/populista é fruto
desse processo que começou bem antes do fim do Governo Militar, em 1973 já se
lançava sutilmente os alicerces deste esquerdismo principalmente nas
universidades, o que não foi só “privilégio” do Brasil, mas de muitos países
latinos.
Vídeo onde eu falo sobre o marxismo na Igreja
Admiro-me
dos que se opõem hoje aos desmandos do PT de Lula/Dilma, mas que apoiaram o
governo petista antes, ingenuamente Pr. Silas Malafaia apoiou Lula uma vez e
Marco Feliciano apoiou Dilma e o PSC ainda apóia o Governo Dilma, pois o
partido não tem força para expulsar os simpatizantes do governo Dilma e seus
métodos de governar.
O
maior apoio evangélico que Lula/Dilma receberam foi do Bp. Edir Macedo líder da
IURD, dono da Record e da Record News, foi para manter a Record funcionando e
conseguir criar a Record News que E. Macedo apoiou maciçamente o governo
Petista. Então foram e são os evangélicos ingênuos que mantém o PT no governo.
Abaixo transcrevo Julio Severo comentando sobre a Teologia da Missão Integral, a versão evangélica da Teologia da Libertação(de origem católica).
A obra “The Popular Encyclopedia of Apologetics”
(Enciclopédia Popular de Apologética) de Ed Hindson, publicada pela Harvest
House Publishers, diz: “O marxismo, em qualquer de suas formas, é completamente
antiético à cosmovisão cristã.” Em outro ponto, essa enciclopédia indica que o
marxismo é “uma fé secular com uma visão de salvação social.” Infelizmente, a
Teologia Sistemática Pentecostal não trata da questão marxista, deixando assim
as igrejas pentecostais vulneráveis à influência da TMI. Aliás, deixa assembleianos
como Gutierres sem uma visão clara da natureza marxista da TMI. (extraído do Blog Julio Severo). Esse comentário do apologista Julio Severo demonstra o perigo do marxismo travestido de evangélico que ocorre entre pentecostais principalmente entre assembleianos. lamentável isto. OUTRA OBSERVAÇÃO: "A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação"! Essa afirmação não é minha, mas de um dos principais teólogos da TMI (Teologia da Missão Integral). A TMI é uma pretensa renovação missionária protestante na América Latina, baseada na perspectiva do diálogo entre o marxismo e a Igreja de Cristo, na necessidade de ampliar a tarefa missionária com ações sociais e preocupação com as condições de vida do evangelizado; porém, não a partir das Escrituras, como deveria ser, mas de pressupostos marxistas como classes sociais, luta de classes, estatismo e consciência crítica. Os fundamentos da TMI e da TL são os mesmos: transformar o evangelizado em um potencial soldado das transformações sociais. (texto de Davi Peixoto)
Kit
Gay, ideologia de gênero, aborto, etc., são bandeiras do PT e dos partidos de
esquerda, tipo PC do B, PSOL, PSTU, PSB e tantos outros. A Rede
Sustentabilidade de Marina é um partido de esquerda que defende as mesmas
bandeiras, então Marina Silva é uma crente comunista. Esse comentário do apologista Julio Severo demonstra o perigo do marxismo travestido de evangélico que ocorre entre pentecostais principalmente entre assemblaianos.
Durante
todos esses anos nos ensinaram a separar crença particular da postura pública,
esse dualismo criou uma confusão e foi um processo que criou o crente marxista,
não tendo vagas em partidos de centro e de direita, muitos cristãos ingênuos se
filiaram no PT, PC do B, PSB, etc., e saíram candidatos a cargos eletivos
públicos, e na mente destes cristãos, a ideologia do partido nada tem a ver com
suas convicções religiosas – o Dualismo que caracterizam os nossos dias.
Está
lá o irmão Joãozinho filiado a um partido que defende o aborto, a ideologia de
gênero, o ateísmo, etc., e o ingênuo pastor pedindo votos para o candidato
ingênuo da Igreja. Bem, provavelmente que o pastor do Joãozinho tem a mente
Dualizada também. Perde-se ai a “Cosmovisão Cristã” em perceber que o
Cristianismo é a única verdade, não há outra verdade. Jesus disse: “Eu sou o
caminho, e a verdade, e a vida” João 14: 6. Agora imagine o irmão concordando
com as idéias e princípios de Marx nas reuniões do partido esquerdista, num
dualismo terrível, ele destrói toda a matéria de Fé que recebe na Igreja.
A
Bíblia diz que a única coisa que destrói o povo de Deus é a falta de “Conhecimento”,
o marxismo político e cultural tem que ser visto como uma seita religiosa, pois
é o que é; muitos cristãos sem o perceber estão vivendo um Sincretismo
Religioso, não é a toa que estejam passando por tantos problemas em suas
famílias e trabalho, confusos vivem por conta da ignorância em que foram
empurrados até pelos próprios líderes que se vendem a qualquer agremiação
política quando chegam às eleições.
Eu
vejo algo muito pior quando observo a Rede Sustentabilidade, recheada de
neo-comunistas, novaerenses, etc., e o pior cheio de evangélicos comunas, mas como?!,
Como pode haver a união entre Marx e Cristo?, Não pode; pois são opostos e bem
opostos. Não existe uma posição
espiritual independente da posição política, não existem duas verdades.
Eu
recomendo que pastores passem vídeos em suas igrejas que contam a verdadeira
história comunista desde Lênin, Stálin até Fidel e Hugo Chávez; Chávez, por
exemplo, em um vídeo amaldiçoa Israel e em outro chama Jesus de mentiroso, é só
ver no YouTube. Os cristãos estão precisando receber aulas de história e de
política.
E
o pior é que voce não pode falar de política nos púlpitos, falamos do
alcoolismo, da prostituição, mas evitamos falar da corrupção política por que
somos mal interpretados. Creio que o púlpito não é lugar de se fazer política a
um candidato, ou em defender um candidato específico; mas o púlpito é lugar de
se falar a verdade, de se mostrar a verdade, dá pra separar a questão de “campanha
partidária” da questão de se mostrar o “perigo ideológico” da posição
partidária escolhida ou questionada na Igreja. Jesus vem buscar uma Noiva Pura.
Quem
se candidatar ou candidatar um membro de sua Igreja, procure um partido de
ideologia compatível ou que seja o mais compatível possível com nossas posições
religiosas e princípios espirituais.
Temos
que tomar uma atitude por conta da IGREJA e da SOCIEDADE, afinal, nós somos ou
não somos Luz do Mundo e Sal da Terra (Mateus - 5: 13, 14) .
Os fatos religiosos de hoje são bem diferentes dos de
antigamente; hoje o pentecostalismo, o Batismo no Espírito Santo já é aceito em
quase todas as denominações evangélicas, praticamente já não há batistas que
não adotem a doutrina pentecostal, apesar de não usarem o nome “Pentecostes”. As
coisas mudam com o tempo, quando as pessoas aceitam aquilo que passam a
entender – “ A vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando até ser
dia perfeito” Pv 4: 18.
A “Visão Celular” que surgiu no final dos anos 1990 no
Brasil trouxe a palavra CÉLULA, assim como o pentecostes e as “campanhas” eram
rejeitadas e tidas como heresia, hoje células se tornou um termo proibido em
muitos meios cristãos ignorantes, é incrível a “rotulação”, a oposição ao G-12,
apenas então um método de evangelismo e discipulado desenvolvido na Colômbia e
trazido ao Brasil por Ap. Valnice Milhomens e Ap. Renê Terra Nova, foi um
sucesso metodológico e ao mesmo tempo um grande escândalo que ainda hoje rende
muito.
Em Barretos-SP, conheço uma denominação que teve de mudar o
nome da palavra Célula para CEP (Comunhão, Evangelismo e Pastoreamento), e olha
que Barretos é uma cidade até moderna, mas está no Interior. A ignorância e
desconhecimento franco sobre o assunto ainda é descomunal. Muitos babacas a
serviço da confusão, fizeram apostilas e “estudos” , gravaram vídeos no YouTube
falando mal do sistema de “Célula”, a palavra virou um termo non grato. Daí surgiu a necessidade de se mudar o nome, usa:
igreja-lar, grupo de comunhão, grupo familiar, CEP, Eclésia, grupo do lar,
etc., pois a palavra CÉLULA é proibida, mas o método continua ativo.
Porque Célula ?, Célula na biologia. Unidade estrutural básica de um ser vivente. Uma Célula é a unidade básica estrutural de um corpo humano vivo.Célula é o menor órgão ou unidade organizada do corpo biológico e
se multiplica formando tecidos, e como o próprio Cristo diz que sua igreja é o
seu Corpo, daí usar-se o nome Célula para uma unidade ativa desse corpo. Não há
nome melhor para denominar este pequeno grupo cristão que CÉLULA, mas virou
palavrão, nome herege, tal o grau de religiosidade farisaica que os cristãos
tradicionais têm que a palavra não pode ser usada em muitos lugares no Brasil.
Nos dias 19 e 20 de setembro último estive em São Luís – MA,
aconteceu o ADORAI 2015, em comemoração ao primeiro aniversário da “Igreja Boas
Novas as Nações” – IBNN; que contou com
a participação da cantora Dayane Ferreira e do Ministério de Louvor “Boas Novas
às Nações”. Os preletores foram Pr.
Antonio Hugo e Pr. Horton Hugo.
O ADORAI foi maravilhoso, pleno da unção de Deus, muitas
pessoas foram curadas, e houve testemunhos ao vivo, o ADORAI foi impactante, cerca de 13 pessoas
receberam a Cristo e estão sendo acompanhadas pela igreja, que também possui Células.
A IBNN foi fundada h´um ano e á conta com 300 congregados, é uma explosão de avivamento. Em um ano eles cresceram 12 vezes. Um fenômeno da FÉ.
Viajei de Floresta do
Araguaia a Marabá, de minha cidade até Xinguara, ótima estrada asfaltada, temos
43 de ótimo asfalto na PA – 449 que liga Floresta a BR – 155 e com mais 55 Km
chega-se a Xinguara-PA; depois começa o “Ramal da Dilma”, um trecho de estrada
que apelidamos assim por conta de ser um caos, mas transitável, um caos como é
o Governo Dilma.
De Xinguara a Eldorado dos
Carajás (lá onde houve o massacre dos Sem Terra, onde 19 deles morreram), pois
bem, de Xinguara a Eldorado é o Ramal da Dilma, uma péssima estrada, cerca de
140 Km de vários trechos de estrada de terra empoeirada no verão e enlameada na
estação chuvosa, um caos, freia, avança, freia de novo, alguns trechos são bons
e outros de asfalto esburacado, dos light’s aos que cabe um pequeno carro
dentro; outra particularidade do “Ramal da Dilma”, é que lá existem 3
mega-fazendas do Lulinha(Flávio), o homem de um milhão de cabeças de gado e possui
no trecho, cinco acampamentos do famigerado MST, nos acampamentos dos Sem Terra,
vi muitos pneus velhos, pilhas e pilhas deles, serão usados para no caso de
decidirem parar o fluxo de carros na estrada, ou seja, no Ramal da Dilma, em
dois destes acampamentos vi bastante pneus e passei por um local onde havia
tido uma manifestação, o fogo ainda pegava no local.
As fazendas do Lulinha e
Dantas continuam lá, imponentes, como Lulinha e MST são aliados, elas não são
invadidas. O Ramal é uma cópia do desorganizado governo Dilma que sustenta
milhões de “vagabundos Ideológicos”.
As pessoas temem passar no
ramal a noite, uma vez tentaram assaltar um PM, mas os assaltantes não sabiam
que o cara era PM, os bandidos tentaram roubar-lhe a moto, o militar meteu fogo
nos caras, baleou dois deles; os bandidos não prestaram queixa e para disfarçar
enviaram os feridos para cidades diferentes; o ramal da Dilma é assim, Lulinha
e o MST , ambos fazem pouco caso do conserto da estrada, pois para eles é
melhor que continue assim.
Ramal da Dilma – 140 Km de
buraqueira, estradas de chão, 3 fazendas do Lulinha e 5 acampamentos do MST. Uma
cidade Sapucaia e uma vila chamada Rio Vermelho. Trecho da BR – 155 que vai de
Xinguara-PA a Eldorado dos Carajás.
Mas por que o trecho da
rodovia de Eldorado a Marabá é bom e sem buracos??
R – É que esse trecho é
cuidado e pressionado pela VALE para que seja bom, para que as empresas do
complexo Carajás não parem; eles pagam muito imposto para o Governo Federal. É
justo !!
No curso ministerial de teologia da Igreja em que congrego – Igreja Reformada Ortodoxa – resolvemos preparar e ministrar seis breves aulas sobre Teologia Reformada e política. Inicialmente, as aulas seriam apenas para os que fazem o nosso modesto curso. Mas, convencidos da necessidade de toda igreja, resolvemos transformá-las em aulas abertas a toda congregação. O artigo que escrevo é uma suma da parte que me coube, a saber, o marxismo e sua relação com a realidade e com a Igreja. Evidentemente não passa nem perto de ser exaustivo. É apenas uma contribuição a um debate que tem sido levado a cabo por irmãos e pensadores muito mais capacitados. Insistentemente tem sido estudado, debatido e combatido por nós, cristãos bíblicos e conservadores, o que comumente se denomina marxismo cultural. Afirmo, a título de explicação, que todo o marxismo deveria, a princípio, ser tratado como cultural, na medida que está inserido como ideia ou ideologia em qualquer cultura determinada historicamente. Entretanto, o termo foi cunhado para definir uma nova visão criada pelos próprios marxistas para responder teórica e praticamente a uma série de desafios ao seu pensamento, ainda no início do século XX. Na perspectiva de Karl Marx e de seus seguidores, o socialismo era uma verdade inexorável, que seria infalivelmente vitoriosa ainda nos estertores do século XIX e no alvorecer do XX. As contradições inerentes ao capitalismo, catapultadas pelo que eles julgavam ser o motor dialético da História, a luta de classes, levariam a ruína do capital e a vitória final do comunismo. A perspectiva clássica marxista era que o conflito mortal entre a burguesia detentora da propriedade privada sobre os meios de produção e o proletariado produtor da riqueza, mas alienado dela e do resultado final de seu trabalho, geraria uma nova sociedade governada pelos interesses do proletariado, o socialismo. Note que o socialismo, para os marxistas, ainda não seria o fim da História; o fim só seria alcançada na “plenitude” comunista, a perfeita e escatológica sociedade. Marx não via sua doutrina como ideologia. Para ele, ideologia tinha um sentido bastante negativo, na medida em que era uma ferramenta para falsear a realidade a serviço da classe dominante. Ele a via como uma cosmovisão. Seus seguidores ainda a veem assim, sendo capazes de explicar a totalidade do cosmos. Assim escapam de si mesmos, retirando de suas doutrinas a pecha de falseadoras da realidade e, ao mesmo tempo, são alçadas ao status de explicadoras da realidade. Insisto, o marxismo é só uma ideologia e, como tal, possui um fundamento religioso por ser idólatra, gnóstico e oferece um simulacro de redenção e de escatologia. Idólatra porque retira Deus do seu lugar primeiro. Gnóstico porque enxerga parte da criação como intrinsecamente má. Falsamente redentor porque credita ao homem a auto redenção e deposita no comunismo a esperança do fim da História. No seu modo mais clássico, o marxismo alimenta a ideia que todo modo de produção é formado por uma imbricada teia de infra e superestrutura. Resumidamente, a infraestrutura seria a base econômica, e a superestrutura as relações sociais, políticas, jurídicas e culturais. Em última análise, a infraestrutura determinaria a superestrutura. Entretanto, essa visão materialista da História foi colocada em xeque ainda no começo do século XX. Na Europa, o socialismo Fabiano, os reformistas da social democracia, a própria Igreja Romana e as protestantes propunham um caminho diferente, marcadamente reformista e pacífico. Ao fim da primeira guerra, os marxistas que esperavam uma explosão revolucionária tiveram que contentar-se com a experiência russa de 1917, experiência que derrubou de vez o princípio marxista clássico de que o socialismo se daria em um capitalismo plenamente desenvolvido e prenhe de contradições. A revolução russa ocorreu em um país agrário e atrasado. O que surgiu dessa experiência foi uma aberração totalitária, burocrática e assassina que recebeu o nome de marxismo-leninismo. É assim, contextualizado, que devemos entender o surgimento do chamado marxismo cultural ou neo marxismo. O marxismo cultural nasceu da combinação dos pensamentos do marxista italiano Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt, um grupo de intelectuais marxistas que se reuniram nessa instituição para repensar o marxismo e sua aplicação. Gramsci, após viver na URSS e de sua experiência sob o fascismo de Mussolini, entendeu que era necessário uma releitura do marxismo, já que o modelo clássico de Marx e a aplicação da doutrina na Rússia agrária foram um retumbante fracasso. Ele percebeu que proletariado tinha outras lealdades que não só de classe (família, religião, esporte, etc.) havia sido "corrompido" pelas "benesses" capitalistas e já não se encontrava tão disposto a aventuras revolucionárias. Propôs, então, uma reavaliação que se traduziria na inversão da equação infraestrutura determinando a superestrutura. O ponto central a ser atacado não seria mais, segundo ele, as condições materiais ou objetivas, mas as condições subjetivas, isto é, a cultura no seu sentido mais amplo. Gramsci defendeu a formação do que ele chamou bloco histórico, formado pelo proletariado, minorias oprimidas e intelectuais orgânicos dirigidos pelo partido comunista. Tal bloco histórico deveria alcançar uma hegemonia cultural, disputando com a burguesia os corações e mentes das "massas oprimidas". A disputa pela hegemonia cultural seria a nova estratégia revolucionária. A Escola de Frankfurt absorveu e aperfeiçoou a nova estratégia. Intelectuais marxistas como Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, fundadores da instituição, levaram adiante a ideia não só da subversão, mas da destruição da cultura, através da desconstrução das tradições familiares, religiosas, políticas e jurídicas. Um dos principais objetivos era e continua sendo destruir a crença em Deus. Deus é o entrave que os impede de desorganizar, subverter e destruir a cultura e as tradições. A estrutura familiar tradicional, conforme criada por Deus, também deveria e deve ser, segundo eles, destruída. O despejamento de denúncias e ataques contra a heterossexualidade e contra o papel do homem conforme a criação também é parte da destruição da ordem vigente. O feminismo igualitarista, a teoria dos gêneros, o movimento negro radical, o “ambientalismo” violento, a militância LGBT fazem parte do pacote marxista travestido de movimentos justos e aceitáveis. Todos eles têm em comum o fato de sustentarem-se em "minorias oprimidas" falsamente vítimas da "opressão" capitalista. A agenda de tais movimentos é anticapitalista e claramente comunista. Fica bastante claro que as manifestações do marxismo cultural em nossa época e realidade são indiscutíveis. O Brasil é governado por marxistas que têm a perspectiva estratégica do marxismo cultural. O PT a aplica com extrema eficiência; seus aliados são movidos pelo mesmo objetivo. No entanto, o maior perigo para os crentes está na absorção desses ideais revolucionários e antibíblicos pela Igreja. Desde o século XIX, a Igreja tem sido permeável ao marxismo. Dói na carne constatar que um dos principais veículos de propagação do marxismo nas Igrejas são pastores e teólogos de confissão tradicional. Por exemplo, o Evangelho Social do pastor americano/alemão Walter Rauschenbusch, no século XIX, que ao priorizar, mesmo que bem intencionado o papel social da Igreja (sob a pressão das péssimas condições de vida durante a segunda revolução industrial) se equivocou ao desfocar o objetivo da mesma, que é, sobretudo, adorar a Deus. Mas é na fé Romana que o marxismo encontrou sua morada mais alvissareira. Desde a publicação da encíclica Rerum Novarum pelo papa Leão XIII, em 1891, os católicos já expressavam sua preocupação com as questões sociais e, ao mesmo tempo, com a necessidade de responder ao marxismo. Nos anos sessenta, certamente fruto das inquietações da época, o Concílio Vaticano II aprofundou as doutrinas sociais católicas, agora mais influenciadas pelo liberalismo teológico e pelo próprio marxismo. As bases que permitiriam o surgimento da Teologia da Libertação estavam dadas. Na América Latina, liderados por teólogos católicos como Leonardo Boff, Jon Sobrino e Juan Luis Segundo, a Teologia da Libertação aprofundava seu diálogo com o marxismo sob a égide de que o evangelho exige a "opção preferencial pelos pobres", estigmatizando Jesus como um líder revolucionário e reduzindo-o a um ativista político. A Teologia da Libertação foi responsável no Brasil pelo aprofundamento do antibíblico e improvável diálogo entre cristianismo e o marxismo. A partir dela foram lançadas as bases para o surgimento do PT e da CUT, já que parte da liderança esquerdista brasileira nasceu nos movimentos sociais católicos. "A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação"! Essa afirmação não é minha, mas de um dos principais teólogos da TMI (Teologia da Missão Integral). A TMI é uma pretensa renovação missionária protestante na América Latina, baseada na perspectiva do diálogo entre o marxismo e a Igreja de Cristo, na necessidade de ampliar a tarefa missionária com ações sociais e preocupação com as condições de vida do evangelizado; porém, não a partir das Escrituras, como deveria ser, mas de pressupostos marxistas como classes sociais, luta de classes, estatismo e consciência crítica. Os fundamentos da TMI e da TL são os mesmos: transformar o evangelizado em um potencial soldado das transformações sociais. O missionário cristão não deve, segundo eles, pregar a Palavra Redentora somente, mas influenciar as organizações sociais e a consciência, tornando-a crítica e anticapitalista, sob um verniz de caridade e atenção aos pobres. Não que Deus não nos tenha ordenado cuidado com os mais pobres, mas o fez sob a lógica única e inerrante de sua Palavra. Concluo afirmando que não há possibilidade de um diálogo entre o marxismo e o cristianismo. São fundamentados por pressupostos antagônicos e irreconciliáveis. O cristianismo bíblico sustenta-se em uma premissa fundante, irrevogável, eterna e perfeita, no próprio Deus. O marxismo é uma ideologia constitutiva de uma cosmovisão antropocêntrica, essencialmente falha e idólatra. Os crentes, por sua vez, devem se preocupar e se envolver com a política, mesmo porque cremos que tudo pertence à soberania de Deus e tudo o que Ele fez é bom. A ideia falaciosa e herética que há partes na criação que são estruturalmente más deve ser evitada. Calvino, em suas "Institutas", via com apreço a autoridade e o governo civil como servos de Deus que deviam ser respeitados e considerados. Para o cristão reformado não há separação entre o sagrado e o profano; por isso, debater e intervir politicamente na sociedade é saudável. Evidentemente que nossa intervenção deve ser balizada pela Palavra de Deus. Se estivermos fundamentados na Palavra de Deus, nossas predileções partidárias, nossas escolhas políticas e nosso voto excluem qualquer possibilidade de aproximação com partidos de esquerda ou com posições de extrema direita inclinadas ao fascismo e a violência. No fim, todas as coisas devem ser feitas para glória de Deus, inclusive a política. Mesmo que nenhum sistema econômico ou regime político sejam perfeitos em razão da queda, podemos nos voltar para políticos e propostas que se aproximem da vontade soberana de Deus exposta irrevogavelmente nas Escrituras Sagradas.