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terça-feira, 31 de maio de 2016

PUTIN E A NOITE DOS LOBOS - Por G. Murphy Donovan (comentários de J. Severo)


G. Murphy Donovan
Introdução de Julio Severo: Donovan, um ex-agente secreto dos EUA, mostra que a maior ameaça hoje é o islamismo e que enquanto os EUA e a Europa estão focando na Rússia que restaurou o Cristianismo em sua vida nacional, o islamismo e suas hordas de imigrantes estão conquistando a Europa. Enquanto o Ocidente está oprimindo a Rússia com sanções malignas, nações islâmicas terroristas como a Arábia Saudita não enfrentam nenhuma sanção. Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, também disse que os EUA precisam juntar forças com a Rússia contra o terrorismo islâmico. Leia o excelente artigo de Donovan:
No mínimo, Vladimir Putin é um líder que pinta a imagem da Rússia com pinceladas claras. Ele venceu um passado comunista e de KGB para criar uma espécie de autocracia democrática na Rússia. Ele literalmente, e figurativamente, restaurou o Cristianismo e as igrejas ortodoxas na Rússia. Em suas horas de folga, Putin anda de motos Harley Davidson com o Noites dos Lobos, o primeiro clube de motoqueiros na era pós-comunismo, uma organização que poderia ser o único clube político patrocinado pelo Estado no planeta.
O presidente russo também reabilitou as forças armadas da Rússia depois das derrotas militares com os afegãos e chechenos. Mais recentemente, Putin desacorrentou o urso e alterou a natureza da política e dissidência no Cáucaso, Geórgia, Ucrânia e agora Síria. A resistência russa à expansão da OTAN e às loucuras de mudanças de regime é uma resposta previsível, e até compreensível, a uma União Europeia azarada. Por que os políticos europeus buscam briga com a Rússia enquanto estão sendo invadidos e atacados por imigrantes islâmicos é um mistério para especialistas em tática e estratégias e diplomatas.
O presidente russo recentemente desmascarou também a Turquia como o calcanhar de Aquiles da OTAN, revelando a Turquia como uma 5ª coluna terrorista entre o Oriente e o Ocidente. A OTAN fazia vista grossa ao cartel petrolífero Erdogan/Baghdadi até a força aérea russa começar a destruir comboios que se dirigiam à Turquia. O diretor financeiro do consórcio turco com o ISIS parece ser Billy Erdogan, filho do presidente turco de duas caras. Do outro lado da fronteira, a Síria era outro pequeno impasse de guerra até Putin intervir.
Os russos ainda levam astronautas americanos ao espaço, enquanto o governo dos EUA mantém sanções maliciosas contra o governo russo — uma demonstração do caráter russo e da insipidez da era de Obama. Com Putin, a diplomacia está muitas vezes com a porta entreaberta. O transporte espacial russo é útil para americanos da NASA e dá chances para astronautas do mundo inteiro. As avançadas viagens espaciais agora requerem uma base no Cazaquistão e um foguete russo.
Diferente de líderes europeus e americanos, Vladimir Putin não tem ilusões sobre ameaças existenciais como fronteiras abertas, imperialismo islâmico ou fascismo religioso.
O mundo muçulmano vem fornecendo combatentes para uma guerra santa islâmica que já dura meio século que mira e mata americanos e europeus ocidentais com quase impunidade. Ironicamente, nenhuma nação muçulmana sofre a opressão de sanções econômicas como as sanções impostas sobre a Rússia. Aliás, os EUA e a Europa agora se cansaram tanto de atrocidades islâmicas que se acostumaram. Os muçulmanos continuam a matar e aleijar enquanto o governo dos EUA e a União Europeia continuam a arrumar desculpas para o terrorismo mundial como a nova normalidade.
Para os defensores, chamar o islamismo de uma “grande” cultura é a retórica imprestável dos facilitadores.
O movimento de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) contra Israel é semelhante às sanções contra a Rússia, movimentos motivados por preconceitos e intolerâncias históricas. Ao mesmo tempo em que Israel ganhou uma série de guerras contra árabes predadores e o Ocidente ganhou a Guerra Fria contra o comunismo inepto, a Europa ainda não consegue aceitar uma Rússia que se reinventou.
O Dia da Vitória, celebrando o sucesso soviético na 2ª Guerra Mundial, se tornou o feriado mais importante no calendário russo no governo de Putin.
Diferente dos EUA e Europa, vitória, sucesso e a necessidade de se opor ao fascismo, inclusive a espécie religiosa, são pilares da vigilância russa atual. O presidente Obama está para visitar Hiroshima no Japão; ele rejeitou convites para celebrar o Dia da Vitória na Rússia. Dos “Grandes Três Aliados” da 2ª Guerra Mundial que derrotaram a Alemanha fascista e o Japão imperial, a Rússia fez o sacrifício mais elevado para derrotar os nazistas e salvar a Europa. A Rússia pode ter de resgatar a Europa de si mesma de novo no século XXI.
Enquanto o presidente russo cultiva uma ética de “nunca esquecer,” o presidente americano parece nunca se lembrar. Aliás, Barack Obama, como normalmente ocorre com a história muçulmana, parece ser ignorante do legado de culturas incomuns — e a diferença entre competição amistosa e letal. Se um esquerdista como o presidente Franklin Delano Roosevelt pôde unir seus esforços com Josef Stálin e um conservador como Ronald Reagan pôde negociar com Mikhail Gorbachev, como é que uma insignificância política como Barack Hussein Obama não consegue negociar com Vladimir Putin?
A face do fascismo do século XXI é religiosa — e islâmica. Não existe muita diferença entre totalitários seculares e religiosos. Coerção, terrorismo e atrocidade são o que eles têm em comum. Pobre Europa, com a possível exceção da Inglaterra que deseja sair da União Europeia, que parece estar canalizando condutas do início do século XX que facilitaram o nacional socialismo (nazismo). Recorde que a Itália e a Espanha uniram esforços com o fascismo. A França e a Bélgica se entregaram como prostitutas, e a maioria da Escandinávia permitiu que os canalhas de Hitler assumissem controle sem resistência. “Neutralidade” na Europa antes e durante a 2ª Guerra Mundial era outra palavra para apaziguamento. No Norte, o aroma era colaboracionista; no Sul, a colaboração se chamava Vichy. Em vez de focarem em defesa, a União Europeia e a OTAN estão flertando com semelhante loucura histórica.
Os paralelos da Europa da 2ª Guerra Mundial e a União Europeia do início do século XXI não são mais difíceis de ignorar. Os eurocratas parecem não ter a mínima ideia acerca de defesa cultural comum ou defesa cinética comum. Os terroristas vivem lado a lado com belgas distraídos. A União Europeia busca resolver o problema da 5ª coluna agora fazendo da Turquia uma fronteira aberta para a Europa!
Às vezes não é difícil concluir que a Europa ingênua e a Arábia Saudita implacável e cruel merecem uma a outra. No passado distante, o islamismo estava às Portas de Viena. Agora o islamismo bate às portas da Abadia de Westminster em Londres. Se bom senso fosse dinheiro, a União Europeia estaria falida.
A perda de uma Europa Ocidental ingênua com certeza vai fornecer novas oportunidades para novas alianças. Considerando o caos e agressões epidêmicas que procedem do mundo islâmico, a Rússia, a China e os Estados Unidos poderiam ser os novos “Três Grandes Aliados” contra os totalitários do século XXI. Uma das vantagens mais óbvias de uma nova coalizão militar mundial seria a economia. Diferente dos dependentes da OTAN, os chineses e os russos certamente vão pagar suas próprias despesas.
Ironicamente, a China e a Rússia já são aliados fiscais, tanto quanto ambos emergiram como uma espécie de Viagra orçamentário para o Ministério da Defesa dos EUA. É difícil justificar “imensos” orçamentos de defesa no Pentágono se a ameaça real for a 5ª coluna de imigrantes muçulmanos e terroristas dirigindo picapes Toyotas.
Só um candidato nas eleições primárias americanas sugere que guerras pequenas, estratégias e alianças deveriam estar na mesa de negociações em 2016. Difícil prever como tal debate poderia ocorrer, mas qualquer movimento em novas direções seria uma melhoria diante da “nova normalidade”: ameaças falsificadas, inércia sanguinária e apaziguamento suicida.
O tempo não é um aliado dos europeus e americanos quando a guerra envolve ataques terroristas islâmicos ali e aqui que no final vão representar uma derrota de guerra.
G. Murphy Donovan é um ex-agente secreto dos EUA que escreve sobre as políticas de segurança nacional.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do American Thinker (Pensador Americano): Putin and the Night Wolves

sábado, 31 de outubro de 2015

C. S. Lewis, um cristão autêntico.

Clive Staples Lewis

Pouca gente sabe quem foi realmente C. S. Lewis, o famoso autor das "Crônicas de Nárnia", de ateu a ferrenho defensor do cristianismo bíblico, assim como Francis Shaffer, do qual Lewis não foi contemporâneo (Shaeffer veio muito tempo depois). C. S. Lewis de tanto amar a sua nova vida em Cristo se tornou um Apologista Cristão, não se importava com fama, mas se tornou famoso por defender a Cristo, mesmo sendo um intelectual no meio de marxistas e materialistas. Eu goste de dizer que C. S. Lewis foi uma espécie de Walt Disney convertido, ele era criativo no campo das histórias infantis, mas com temática cristã. Lewis escreveu muitos livros de estudos bíblicos, de apologia cristã , e foi o primeiro grande escritor cristão de obras de ficção religiosa, algo muito difícil de fazer, escreveu - "Cartas do Inferno", um grande sucesso editorial na área de ficção espiritual.  Mas o mundo o conhece mais por "Crônicas de Nárnia".



























Nascimento: 29 de Novembro de 1898

Morte: 22 de Novembro de 1963 (64 anos)

Ocupação: Teólogo, escritor, poeta

Biografia: Sir Clive Staples Lewis CBE, mais conhecido como Clive Hamilton ou C. S. Lewis, foi um professor universitário, teólogo anglicano, poeta e escritor britânico, nascido na Irlanda, atual Irlanda do Norte. Se destacou pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras.
(fonte: Kdfrase; dicas de frases)




Livro:


Cristianismo Puro e Simples - este é um dos mais importantes livros de C. S. Lewis;


Resultado de imagem para cartas do inferno cs lewis

Um famoso livro de C. S. Lewis de ficção evangélica. 



Frases: 








Pedrovida12

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Jesus e Marx; o diálogo impossível, por Davi Peixoto



No curso ministerial de teologia da Igreja em que congrego – Igreja Reformada Ortodoxa – resolvemos preparar e ministrar seis breves aulas sobre Teologia Reformada e política. Inicialmente, as aulas seriam apenas para os que fazem o nosso modesto curso. Mas, convencidos da necessidade de toda igreja, resolvemos transformá-las em aulas abertas a toda congregação. O artigo que escrevo é uma suma da parte que me coube, a saber, o marxismo e sua relação com a realidade e com a Igreja. Evidentemente não passa nem perto de ser exaustivo. É apenas uma contribuição a um debate que tem sido levado a cabo por irmãos e pensadores muito mais capacitados.

Insistentemente tem sido estudado, debatido e combatido por nós, cristãos bíblicos e conservadores, o que comumente se denomina marxismo cultural. Afirmo, a título de explicação, que todo o marxismo deveria, a princípio, ser tratado como cultural, na medida que está inserido como ideia ou ideologia em qualquer cultura determinada historicamente. Entretanto, o termo foi cunhado para definir uma nova visão criada pelos próprios marxistas para responder teórica e praticamente a uma série de desafios ao seu pensamento, ainda no início do século XX.

Na perspectiva de Karl Marx e de seus seguidores, o socialismo era uma verdade inexorável, que seria infalivelmente vitoriosa ainda nos estertores do século XIX e no alvorecer do XX. As contradições inerentes ao capitalismo, catapultadas pelo que eles julgavam ser o motor dialético da História, a luta de classes, levariam a ruína do capital e a vitória final do comunismo. A perspectiva clássica marxista era que o conflito mortal entre a burguesia detentora da propriedade privada sobre os meios de produção e o proletariado produtor da riqueza, mas alienado dela e do resultado final de seu trabalho, geraria uma nova sociedade governada pelos interesses do proletariado, o socialismo. Note que o socialismo, para os marxistas, ainda não seria o fim da História; o fim só seria alcançada na “plenitude” comunista, a perfeita e escatológica sociedade. 

Marx não via sua doutrina como ideologia. Para ele, ideologia tinha um sentido bastante negativo, na medida em que era uma ferramenta para falsear a realidade a serviço da classe dominante. Ele a via como uma cosmovisão. Seus seguidores ainda a veem assim, sendo capazes de explicar a totalidade do cosmos. Assim escapam de si mesmos, retirando de suas doutrinas a pecha de falseadoras da realidade e, ao mesmo tempo, são alçadas ao status de explicadoras da realidade. Insisto, o marxismo é só uma ideologia e, como tal, possui um fundamento religioso por ser idólatra, gnóstico e oferece um simulacro de redenção e de escatologia. Idólatra porque retira Deus do seu lugar primeiro. Gnóstico porque enxerga parte da criação como intrinsecamente má. Falsamente redentor porque credita ao homem a auto redenção e deposita no comunismo a esperança do fim da História.

No seu modo mais clássico, o marxismo alimenta a ideia que todo modo de produção é formado por uma imbricada teia de infra e superestrutura. Resumidamente, a infraestrutura seria a base econômica, e a superestrutura as relações sociais, políticas, jurídicas e culturais. Em última análise, a infraestrutura determinaria a superestrutura. Entretanto, essa visão materialista da História foi colocada em xeque ainda no começo do século XX. Na Europa, o socialismo Fabiano, os reformistas da social democracia, a própria Igreja Romana e as protestantes propunham um caminho diferente, marcadamente reformista e pacífico. Ao fim da primeira guerra, os marxistas que esperavam uma explosão revolucionária tiveram que contentar-se com a experiência russa de 1917, experiência que derrubou de vez o princípio marxista clássico de que o socialismo se daria em um capitalismo plenamente desenvolvido e prenhe de contradições. A revolução russa ocorreu em um país agrário e atrasado. O que surgiu dessa experiência foi uma aberração totalitária, burocrática e assassina que recebeu o nome de marxismo-leninismo.

É assim, contextualizado, que devemos entender o surgimento do chamado marxismo cultural ou neo marxismo. O marxismo cultural nasceu da combinação dos pensamentos do marxista italiano Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt, um grupo de intelectuais marxistas que se reuniram nessa instituição para repensar o marxismo e sua aplicação. Gramsci, após viver na URSS e de sua experiência sob o fascismo de Mussolini, entendeu que era necessário uma releitura do marxismo, já que o modelo clássico de Marx e a aplicação da doutrina na Rússia agrária foram um retumbante fracasso. Ele percebeu que proletariado tinha outras lealdades que não só de classe (família, religião, esporte, etc.) havia sido "corrompido" pelas "benesses" capitalistas e já não se encontrava tão disposto a aventuras revolucionárias. Propôs, então, uma reavaliação que se traduziria na inversão da equação infraestrutura determinando a superestrutura. O ponto central a ser atacado não seria mais, segundo ele, as condições materiais ou objetivas, mas as condições subjetivas, isto é, a cultura no seu sentido mais amplo. Gramsci defendeu a formação do que ele chamou bloco histórico, formado pelo proletariado, minorias oprimidas e intelectuais orgânicos dirigidos pelo partido comunista. Tal bloco histórico deveria alcançar uma hegemonia cultural, disputando com a burguesia os corações e mentes das "massas oprimidas". A disputa pela hegemonia cultural seria a nova estratégia revolucionária.

A Escola de Frankfurt absorveu e aperfeiçoou a nova estratégia. Intelectuais marxistas como Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse, Erich Fromm, fundadores da instituição, levaram adiante a ideia não só da subversão, mas da destruição da cultura, através da desconstrução das tradições familiares, religiosas, políticas e jurídicas. Um dos principais objetivos era e continua sendo destruir a crença em Deus. Deus é o entrave que os impede de desorganizar, subverter e destruir a cultura e as tradições. A estrutura familiar tradicional, conforme criada por Deus, também deveria e deve ser, segundo eles, destruída. O despejamento de denúncias e ataques contra a heterossexualidade e contra o papel do homem conforme a criação também é parte da destruição da ordem vigente. O feminismo igualitarista, a teoria dos gêneros, o movimento negro radical, o “ambientalismo” violento, a militância LGBT fazem parte do pacote marxista travestido de movimentos justos e aceitáveis. Todos eles têm em comum o fato de sustentarem-se em "minorias oprimidas" falsamente vítimas da "opressão" capitalista. A agenda de tais movimentos é anticapitalista e claramente comunista.

Fica bastante claro que as manifestações do marxismo cultural em nossa época e realidade são indiscutíveis. O Brasil é governado por marxistas que têm a perspectiva estratégica do marxismo cultural. O PT a aplica com extrema eficiência; seus aliados são movidos pelo mesmo objetivo. No entanto, o maior perigo para os crentes está na absorção desses ideais revolucionários e antibíblicos pela Igreja. Desde o século XIX, a Igreja tem sido permeável ao marxismo. Dói na carne constatar que um dos principais veículos de propagação do marxismo nas Igrejas são pastores e teólogos de confissão tradicional. Por exemplo, o Evangelho Social do pastor americano/alemão Walter Rauschenbusch, no século XIX, que ao priorizar, mesmo que bem intencionado o papel social da Igreja (sob a pressão das péssimas condições de vida durante a segunda revolução industrial) se equivocou ao desfocar o objetivo da mesma, que é, sobretudo, adorar a Deus.

Mas é na fé Romana que o marxismo encontrou sua morada mais alvissareira. Desde a publicação da encíclica Rerum Novarum pelo papa Leão XIII, em 1891, os católicos já expressavam sua preocupação com as questões sociais e, ao mesmo tempo, com a necessidade de responder ao marxismo. Nos anos sessenta, certamente fruto das inquietações da época, o Concílio Vaticano II aprofundou as doutrinas sociais católicas, agora mais influenciadas pelo liberalismo teológico e pelo próprio marxismo. As bases que permitiriam o surgimento da Teologia da Libertação estavam dadas. Na América Latina, liderados por teólogos católicos como Leonardo Boff, Jon Sobrino e Juan Luis Segundo, a Teologia da Libertação aprofundava seu diálogo com o marxismo sob a égide de que o evangelho exige a "opção preferencial pelos pobres", estigmatizando Jesus como um líder revolucionário e reduzindo-o a um ativista político. A Teologia da Libertação foi responsável no Brasil pelo aprofundamento do antibíblico e improvável diálogo entre cristianismo e o marxismo. A partir dela foram lançadas as bases para o surgimento do PT e da CUT, já que parte da liderança esquerdista brasileira nasceu nos movimentos sociais católicos.

"A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação"! Essa afirmação não é minha, mas de um dos principais teólogos da TMI (Teologia da Missão Integral). A TMI é uma pretensa renovação missionária protestante na América Latina, baseada na perspectiva do diálogo entre o marxismo e a Igreja de Cristo, na necessidade de ampliar a tarefa missionária com ações sociais e preocupação com as condições de vida do evangelizado; porém, não a partir das Escrituras, como deveria ser, mas de pressupostos marxistas como classes sociais, luta de classes, estatismo e consciência crítica. Os fundamentos da TMI e da TL são os mesmos: transformar o evangelizado em um potencial soldado das transformações sociais. O missionário cristão não deve, segundo eles, pregar a Palavra Redentora somente, mas influenciar as organizações sociais e a consciência, tornando-a crítica e anticapitalista, sob um verniz de caridade e atenção aos pobres. Não que Deus não nos tenha ordenado cuidado com os mais pobres, mas o fez sob a lógica única e inerrante de sua Palavra.

Concluo afirmando que não há possibilidade de um diálogo entre o marxismo e o cristianismo. São fundamentados por pressupostos antagônicos e irreconciliáveis. O cristianismo bíblico sustenta-se em uma premissa fundante, irrevogável, eterna e perfeita, no próprio Deus. O marxismo é uma ideologia constitutiva de uma cosmovisão antropocêntrica, essencialmente falha e idólatra. Os crentes, por sua vez, devem se preocupar e se envolver com a política, mesmo porque cremos que tudo pertence à soberania de Deus e tudo o que Ele fez é bom. A ideia falaciosa e herética que há partes na criação que são estruturalmente más deve ser evitada. Calvino, em suas "Institutas", via com apreço a autoridade e o governo civil como servos de Deus que deviam ser respeitados e considerados. Para o cristão reformado não há separação entre o sagrado e o profano; por isso, debater e intervir politicamente na sociedade é saudável. Evidentemente que nossa intervenção deve ser balizada pela Palavra de Deus. Se estivermos fundamentados na Palavra de Deus, nossas predileções partidárias, nossas escolhas políticas e nosso voto excluem qualquer possibilidade de aproximação com partidos de esquerda ou com posições de extrema direita inclinadas ao fascismo e a violência. No fim, todas as coisas devem ser feitas para glória de Deus, inclusive a política. Mesmo que nenhum sistema econômico ou regime político sejam perfeitos em razão da queda, podemos nos voltar para políticos e propostas que se aproximem da vontade soberana de Deus exposta irrevogavelmente nas Escrituras Sagradas.

SOLI DEO GLORIA!

***
Autor: Davi Peixoto

sábado, 8 de novembro de 2014

Não consigo me Calar !!





Gente, eu queria parar de falar contra o PT e contra as malditas esquerdas que estão no poder, destruindo a moral e os bons costumes, vivem roubando e mentindo na nossa cara. Mas eu não consigo ficar calado, nem eu e nem outros, estamos virando uma Maldita Cuba, algo tem que ser feito para tirar essa quadrilha do poder gente. Eu oro assim: Senhor, tira o PT do poder !!, é minha oração também pedir a Deus: Oh Senhor, não deixa o Brasil virar um país comunista !!, Não permita que o Evangelho deixe de ser livre no Brasil !!, tem muita gente dormindo, pensam que o PT é sério, é confiável, não é. Saiba que eles querem o Fim da Propriedade Privada no Brasil, se continuar assim, daqui a dez anos, 90% dos brasileiros não serão mais donos de suas próprias casas. Se o caos se instalar, muitos vão fugir do Brasil com suas fortunas, ficarão os mais pobres e serão escravizados pelo Estado. Voce que é jovem, estude sinceramente sobre o comunismo/socialismo não nos livros didáticos contaminados nas escolas, mas vá a uma boa biblioteca, pesquisa na Internet; acredite no que fala Arnaldo Jabor, Olavo de Carvalho, Fernando Gabeira, ex-petistas que hoje lutam contra essa quadrilha; o PT não é democrático, eles compram os canalhas do Congresso e o pior, muitos deputados se vendem. Acorde, não seja idiota. Até hoje Venezuelanos e Cubanos se arrependem por terem acreditado na farsa comunista. Lamento tudo isso, mas não posso me calar !!!!































Pr. Pedro Paulo Barbosa

terça-feira, 16 de abril de 2013

OS DITADORES EVANGÉLICOS E SEUS SEGUIDORES





 
Os ditadores evangélicos que se aproveitam da fé e simplicidade do povo me dão nojo, aproveitando-se da submissão do convertido e de sua tendência a obedecer, líderes que inventam coisas extra-bíblicas para conduzir o rebanho; tiranizam, mas não conquistam os corações, agem apoiando-se na falta de conhecimento e no medo infringido as pessoas; com certeza que voce já viu isso por aí, e até conheça um líder assim. Paulo disse aos colossenses - “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;”  Cl 2: 8 (ARC), eu gosto mais no texto nessa versão, ele é mais claro e contundente quando diz “...vos faça presa sua..”.

O bom e fiel líder há de conquistar as pessoas até o fim de sua jornada e não somente até conseguir o “poder”, a autoridade institucional; para logo depois usar o rigor e os conchavos, e alguém dizer dele: __Mas no começo ele era tão bom e compreensivo ?!!

Ezequiel 34: 4 nos dá a dica do que não deve ser o pastor, não deve ser um  tirano, não deve ser um omisso – “A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.”

Essa é a chave, não se deve ter rigor e dureza, rigor é punição severa e dureza se pode traduzir também como desprezo e descaso, não visitou, não foi atrás, mas comeu a “lã das ovelhas”. O espírito de Jezabel é o responsável por isso, pois muitos se deixam levar pelo espírito de controle.
 
Transcrevo a seguir, interessante e preciso texto de Mike Murdock em seu livro “O Desígnio” – Tome cuidado com o espírito de dominação – Evite a manipulação de líderes controladores. O importante treinamento do discipulado tem sido corrompido  e distorcido por líderes e professores controladores. Paulo avisou: Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por caus dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombra das cosas futuras, mas o corpo é de Cristo (Colossenses 2: 16, 17).

Deixe-me explicar. Há alguns meses, uma jovem decidiu assistir aos cultos que ministro aos domingos porque a igreja dela fica muito longe. Ela foi impactada pelo Espírito Santo, desejando receber mais ensinamentos sobre o companheirismo dele. Isso gerou uma fúria em sua igreja. A moça foi chamada por seus líderes e interrogada intensamente. Ela foi informada de que não poderia participar das reuniões de outra igreja, a menos que fosse liberada para isso.

Eles não permitiriam que ela assistisse ao culto. Isso pode chocá-lo, mas está acontecendo em centenas de igrejas pela nação hoje. Não é a força espiritual desses líderes controladores que admite essa postura, mas a fraqueza dos santos que os seguem ignorantemente. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância (Tito 1: 10, 11).  Então Mike concluiu o texto assim:

“Consultores avisam, líderes lideram, conselheiros aconselham, contadores calculam e tiranos aterrorizam.
Cuidado com aqueles que querem tomar decisões por voce. O verdadeiro mentor o aconselha, mas não o controla; não o mantém preso a ele, mas ensina voce a desenvolver um apego a Deus.” *


Como se vê, a malandragem gospel existe, infelizmente, mas os bons estão ai, meio anônimos, sem “bater no peito”, querendo ser alguma coisa; tem muita gente boa no pedaço, contudo, os bons não fazem propaganda de si mesmo; eles precisam ser encontrados onde os humildes realmente estão.





Pr. Pedro Paulo Barbosa



(*) Murdock, Mike; O Desígnio, pgns - 362, 363
Edt- Central Gospel - Rio de Janeiro - RJ
Edição 2010, reimpressão 2012.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

COMEÇARAM AS CONVERSÕES DE AUTORIDADES ÁRABES


Príncipe herdeiro do Kwait se converte ao cristianismo: “a Bíblia me levou para o caminho certo”




Um arquivo em áudio, divulgado por um árabe cristão chamado Al-haqiqa, que transmite programas de televisão via satélite, mostra um diálogo de um ex-muçulmano convertido ao cristianismo assumindo os riscos a que estava exposto pelo fato de ter se convertido.
Príncipe herdeiro do Kwait se converte ao cristianismo: “a Bíblia me levou para o caminho certo”
Abdollah Al-Sabah, servo de Jesus, consciente de que pode morrer por isto
No diálogo, o novo convertido afirma estar consciente de que a divulgação de sua conversão pode custar-lhe a vida: “Em primeiro lugar, eu concordo totalmente com a distribuição desse arquivo de áudio e declaro que, se eles me matarem, por causa disso vou entrar na presença de Jesus Cristo e estar com ele por toda a eternidade. Estou satisfeito, porque a verdade na Bíblia me levou para o caminho certo”.
A voz é atribuída ao Príncipe Abdollah Al-Sabah, membro da família real do Kwait, país de maioria islâmica e com apenas quatro por cento de cristãos em sua população. A Constituição do Kwait reconhece o islamismo como religião oficial e a Sharia (lei islâmica) como principal fonte de orientação na criação de leis.
Segundo o site Noticias Cristianas, durante o programa em que a conversa foi divulgada, foi comentado que o príncipe havia renunciado à sua fé de berço. Trecho do áudio divulgado mostra o Príncipe Abdollah relacionando as revoltas dos povos árabes à religião: “As muitas comunidades islâmicas sempre quiseram dominar diferentes partes do mundo, mas Deus tem preservado o mundo e ainda o protege. É por isso que temos visto as discrepâncias que aparecem entre os grupos islâmicos que agora estão lutando entre si”.
Sites de orientação xiita desmentiram a notícia, afirmando que não há “ninguém na família real do Kuwait com esse nome”. A conversão do príncipe foi notícia nos principais canais de TV por assinatura com conteúdo árabe e na agência de notícias do governo do Irã, país vizinho ao Kwait, porém o destaque dado foi pequeno.




Fonte: Gospel+