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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sêfer Torá, Torá, Tanach e Talmude, entenda o que é.


Uma reportagem do J. Alef me chamou a atenção, quando a ARI recebeu um Sêfer Torá, o que vem a ser isso, entendi que Sêfer Torá é o livro da Lei de Moisés, o objeto físico que é usado para se ler  nas sinagogas ficando a cargo dos Rabinos(mestres ensinadores da Lei Judaica), pesquisando percebi que existe a Torá, o Talmude e Tanach. O conjunto das leis e escritos sagrados do judaísmo. O sêfer Torá é tão sagrado que ao ser lido, os rabinos não tocam no pergaminho, usam um objeto que substitui o dedo na leitura, pois não se pode tocar direto com as mãos no texto. O que nós conhecemos como Pentateuco(cinco livros), os judeus chamam de Torá, o que conhecemos como Antigo Testamento, os judeus chamam de Tanach, a Bíblia Judaica. O  sêfer torá pode ser doado por uma pessoa ou por uma família, ele é totalmente manuscrito, se houver um erro, o texto é totalmente abandonado e se escreve outro texto em outro rolo, é o medo de transcrever errado a sagrada lei do Eterno. 

Um Sêfer Torá


ARI recebe Sêfer Torá

Depois de 40 anos, a Associação Religiosa Israelita (ARI) recebeu um Sêfer Torá doado pela família Klabin. A cerimônia foi conduzida pelos rabinos Sergio Margulies e Dario Bialer, da sinagoga, e pelo rabino israelense Gustavo Surazski.












Sefer Torá - Livros da Lei (O Livro da Lei de Moshe)

(do hebraico ספר תורה , plural ספרי תורה, Sifrei Torah; Livros da Torá ou Rolos da Torá) é o nome dado aos rolos da Torá, copiados à mão e cuja composição obedece uma série de obrigações de produção. Considerado a obra mais sagrada do Judaísmo, é guardada em um recinto reservado nas sinagogas conhecido como Aron Kadesh.
O texto da Torá impresso (para rituais não litúrgicos) geralmente em forma de livro é conhecido como Chumash, geralmente acompanhado de comentários e traduções.

Chumash ou Humash (do hebraico חומש vindo do termo chamesh (fem.)/ chamisha (mas.), cinco. E também Pentateuco (do grego Πεντάτευχος (Pentáteuchos - de penta, cinco + teûchos, livro), faz alusão aos cinco livros de Moisés).

O livro da Torah, a Lei de Moisés é muito importante para os judeus
Um dos seiscentos e treze mandamentos da Torá é escrever um Sefer Torá ou tornar possível a publicação de um livro religioso de estudo. Assim, é comum encontrar nomes de pessoas ou famílias que contribuíram com a edição de um livro na primeira ou última página deste. Certas comunidades se cotizam para escrever um livro da Torá, comprando uma letra, um capítulo ou uma porção inteira.

Um Sefer Torá velho, os livros de reza velhos, as mezuzot e os tefilin danificados, não são destruídos. São enterrados respeitosamente em uma ala do cemitério judaico, ou reunidos em uma sala nas redondezas da sinagoga. Este local é chamado de Guenizá. A Guenizá do Cairo, descoberta no final do século XIX, revelou-se de uma importância inestimável para as buscas históricas. Continha manuscritos muito antigos de numerosos textos sagrados e indicações muito preciosas sobre a vida, o comércio, os costumes e as viagens de numerosos judeus por um período bastante amplo. (Fonte: Morasha)



Talmude - REgistro de tradições rabínicas baseadas na Torá e Tanach

(em hebraico: תַּלְמוּד, transl. Talmud) é um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo.[carece de fontes] É um texto central para o judaísmo rabínico, perdendo em importância apenas para a Bíblia hebraica.[carece de fontes] O Talmude tem dois componentes: a Mishná (c. 200 d.C.), o primeiro compêndio escrito da Lei Oral judaica; e o Guemará (c. 500 d.C.), uma discussão da Mishná e dos escritos tanaíticos que frequentemente abordam outros tópicos, e são expostos amplamente no Tanakh


Desta forma é lido o texto judaico sagrado

Torá - a Lei de Moisés, os cinco livros, Gêneses a Deuterônomio (de Bereshit a Devarim)

Tanach - a Escritura Hebraíca completa

Torá Escrita:
Do hebraico תּוֹרָה, significa instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh, Conhecido também como Torat Moshê, תּוֹרַת־מֹשֶׁה A lei Entregue a Moisés no Sinai, foi escrito em hebraico com alguns textos em Aramaico.
A tradição judaica mais antiga defende que a Torá existe desde antes da criação do mundo e foi usada como um plano mestre do Criador para com o mundo, humanidade e principalmente com o povo judeu. 

No entanto, a Torá como conhecemos teria sido entregue por Deus a Moisés, quando o povo de Israel, após sair do cativeiro no Egito, peregrinou em direção à terra de Canaã. As histórias dos patriarcas, aliados ao conjunto de leis culturais, sociais, políticas e religiosas serviram para imprimir sobre o povo um sentido de nação e de separação de outras nações do mundo.

Seus Livros:
בראשית - Bereshit - Princípio. Conhecido pelo público não-judeu como Gênesis
שמות - Shemot - Nomes ou Êxodo
ויקרא - Vaicrá - E chamou ou Levítico
במדבר - Bamidbar - No ermo ou Números
דברים - Devarim - Palavras ou Deuteronômio


Torá Oral:
A Torá Oral é o conjunto de ensinamentos de como cumprir os mandamentos da Torá escrita e que, originalmente foram transmitidos de maneira oral de geração a geração através dos sábios do povo no correr de mais de 3 300 anos e finalmente compiladas na Mishná e no Midrash no ano de 200 da Era comum. 
Tanach תנ״ך ou Mikrá (מקרא)

É um acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar o conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia Judaica. Seu conteúdo é equivalente ao Antigo Testamento, porém com outra divisão a saber: 

Neviim (נביאים) "Profetas"
Nevi'im Rishonim (Antigos Profetas) [נביאים ראשונים]
Yehoshua - (Josué) - [יהושע]
Shoftim - (Juízes) - [שופטים]
Shmu'el - (I Samuel e II Samuel) - [שמואל]
Melakhim - (I Reis e II Reis) - [מלכים]

Nevi'im Aharonim (Últimos Profetas) [נביאים אחרונים]:
Yeshayahu - (Isaías) - [ישעיהו]
Yirmiyahu - (Jeremias) - [ירמיהו]
Yehezq'el - (Ezequiel) - [יחזקאל]
Trei Asar (Doze Profetas Menores) [תרי עשר]
Hoshea - (Oséias) - [הושע]
Yo'el - (Joel) - [יואל]
Amos - (Amós) - [עמוס]
Ovadyah - (Obadias) - [עבדיה]
Yonah - (Jonas) - [יונה]
Mikhah - (Miquéias) - [מיכה]
Nakhum - (Naum) - [נחום]
Habaquq - (Habacuque) - [חבקוק]
Tsefania - (Sofonias) - [צפניה]
Haggai - (Ageu) - [חגי]
Zekharia - (Zacarias) - [זכריה]
Malakhi - (Malaquias) - [מלאכי]


Kethuvim (כתובים) "os Escritos"
Grupo I: Os Três Livros Poéticos (Sifrei Emet)

1. Tehillim (Salmos) תהלים
2. Mishlei (Provébios) משלי
3. `Iyyov (Jó) איוב


Grupo II: Os cinco rolos (Hamesh Megillot)
4. Shir ha-Shirim (Cântico dos Cânticos) ou (Cantares) שיר השירים (Passover)
5. Rute (Rute) רות (Shavuot)
6. Eikhah (Lamentações) איכה (Ninth of Av) [Também chamado de Kinnot em hebreu]
7. Kohelet (Eclesiastes) קהלת (Sukkot)
8. Ester (Ester) אסתר (Purim)


Group III: Outros livros históricos
 9. Daniel (Daniel) דניאל
10. Esdras (Esdras-Neemias) עזרא
11. Divrei ha-Yamim (Crônicas) דברי הימים

Fonte: Blog B'nei Nôach Minas; Wikipédia e J. ALEF

sábado, 23 de abril de 2011

Estudo do Talmud se torna obrigatório nas escolas da Coréia do Sul

Meu comentário:
 Existe  uma forte tendência dos cristãos em se aproximar dos judeus e de sua cultura através dos anos, por causa de Jesus(Yeshuah) que é judeu, essa aproximação é compreensiva, veja os Estados Unidos por exemplo; acaba havendo um apego aos valores judeus que são muito semelhantes aos dos cristãos, diferente dos muçulmanos, nós cristãos evangélicos reconhecemos que viemos dos judeus, foi em Jerusalém que nasceu tudo isso, nossa religião é sim de origem judaica e não vemos nenhum problema nisso.
E qual a razão dos árabes-muçulmanos acharem que Mohamad ascendeu aos céus a partir de Jerusalém, sendo que a cidade central do Islã é Meca na Arábia Saudita?. A Bíblia toda é importante, pode estar havendo um exagero entre os coreanos, hoje, a nação mais cristã da terra.  Os coreanos diferente dos japoneses, foram os asiáticos que mais abraçaram o cristianismo bíblico, isso é um fato. O sucesso social e educacional dos judeus é  impressionante.  


 


Agora é lei: todos os estudantes dos cerca de 50 milhões de habitantes da Coréia do Sul terão como matéria escolar compulsória o estudo do Talmud.

Em entrevista ao programa “Culture Today”, Young Sam Mah, embaixador da Coréia do Sul em Jerusalém, explicou a razão: “Tentamos entender como é possível que os judeus sejam gênios, e chegamos à conclusão que isso se deve ao estudo do Talmud. 

Como é possível haver um número tão grande de judeus laureados com o prêmio Nobel em áreas tão diversas – como literatura, ciência e economia? Por que eles são tão inteligentes? Qual o segredo deste povo? Nossas pesquisas apontaram para um dos seus segredos – o estudo do Talmud desde pequenos, e isso os ajuda, em nossa opinião, a desenvolver maior sagacidade mental. Foi a partir desta constatação que decidimos seguir os passos do povo judeu e ensinar os filhos do povo coreano também. 

Temos certeza de que nossos filhos também revelarão sua genialidade, após afiar suas mentes com o Talmud. é por isso que decidimos introduzir o estudo do Talmud em nosso currículo escolar”.

Fato é que atualmente nesse país asiático é raro o lar que não possua ao menos um exemplar do Talmud, traduzido para o coreano. Há mais pessoas lendo o Talmud nesse país – onde a vasta maioria segue o budismo e o cristianismo – do que em Israel; muito mais!

Interessante notar que os coreanos consideram o Talmud também como um livro de fundamentos morais muito próximos aos do seu povo, nas palavras do embaixador sul-coreano: “Em meu país foçamos nos valores familiares,assim como na tradição judaica onde cada sexta-feira, famílias se reúnem em volta da mesa celebrando a convivência familiar…”

Caros leitores, esta notícia correu o mundo e não passou de uma mera curiosidade para a maioria dos leitores. Pois saibam que ao lê-la eu fiquei muito abalado! Se por um lado me senti extremamente feliz por saber que aos poucos as nações do mundo estão reconhecendo a grandeza da Torá e consequentemente de Hashem, que isto é mais do que um sinal da eminente chegada de Mashiach, onde o mundo todo estará preenchido da Glória Divina; por outro lado, fiquei muito sentido muito por esta não ser a realidade do nosso lado!

Mas meditando sobre essa reação conflitante, acabei concluindo que isto deve servir como uma lição positiva, a de nos incitar a querer saber mais e a estudar cada vez mais o Talmud e outras fontes judaicas.

Aliás me lembro neste momento de uma história que vazou há muitos anos (antes do advento do WikiLeaks, portanto sem menção dos nomes dos protagonistas) e que até hoje se conta ao pé do ouvido. Certa vez, durante o encontro de um dos primeiros-ministros de Israel com um dos maiores lideres do mundo árabe da época, este primeiro-ministro chamou secretamente o rabino-chefe de Israel e pediu que este o ensinasse rapidamente certo trecho do Talmud. 

O rabino, surpreso com o pedido, com um pouco de insistência descobriu que o líder árabe havia feito uma pergunta sobre o Talmud e nosso primeiro-ministro, “líder do povo judeu,” não tinha a menor idéia do que se tratava…


* Colaboração – Rabino Ilan Stiefelmann

Fonte: Blog de Judeus. org